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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Em que eu vou me agarrar

Em que eu vou me agarrar,
Meu Deus?
Em que eu vou me agarrar,
Amor?
Se tu, razão de quase toda a felicidade que conheço,
Parece-me, as vezes, tão tão fugaz?

Não olho pela janela
por já quase não ter esperança,
Mas fico atenta com o vento vindo lá de fora,
Que me deixa sonolenta e impede de chorar.

Acaso me perguntassem hoje,
Eu diria que não tenho nada, que não quero nada, que não gosto de nada.
Acaso me estendessem hoje as mãos, eu respiraria fundo,
E diria, sem falar, que estou à espera.

Meu cachorro, fiel companheiro de silêncios inomeáveis,
Me deixou para sempre.
Nessas horas, e em muitas outras, eu sinto o abismo que é a falta dele.
E choro quando não posso evitar.

Se pudesse escolher alguém, fora tu e ele,
Para quase me compreender, seria alguém familiar,
não alguém que nunca vi.
Mas exijo de mim calar-me,
e não criar compromissos revelando-me além do usual.

Se alguém viesse hoje me perguntar,
Eu diria que quero a certeza de ti,
E de uma vida além do bem, do mal,
do sucesso e do fracasso.


sábado, 9 de novembro de 2013

Eis como me sinto

Estou sem saber-te. O som do riso, o som da boca, o cheiro da pele, o toque dos dedos, a luz dos olhos vagos e negros, os cabelos negros. Estou sem saber-te e já perdi as contas de contar-te dos dias todos que tivemos e cessaram por um tanto de tempo que não sei mais deduzir. Pois é como me sinto. Sem ti. Estou sem ti há tempos, estou sem ti faz dias. Tomaste tua condução ontem (ou anteontem?), e disseste: até quarta. Desde lá, não nos falamos porque decretaste o nosso silêncio. Então é só como me sinto, em silêncio com o teu.